terça-feira, 26 de abril de 2011

Curva de possibilidade de produção

Para satisfazer as necessidades e desejos humanos são necessários bens que não encontramos na natureza, consequentemente usamos do processo de transformação para adquiri-los. A produção faz-se a partir de recursos e fatores produtivos como terra (ou recursos naturais, os minérios, a água, a energia, etc.), trabalho (mão-de-obra), capital (como máquinas, fabricas, estradas, etc.) e conhecimentos técnicos, e como vimos no texto passado, são escassos. Devido aos recursos limitados uma sociedade tem que escolher as quantidades de bens e serviços a produzir, mais comboios e menos automóveis, mais café e menos chá, etc. Para simplificar vamos admitir que uma sociedade apenas pode produzir dois tipos de bens, café e sapatos.

Com quantidade X de recursos podemos escolher entre sapatos e chá, e as possibilidades são enormes. Para podermos analisar todas as situações possíveis recorremos a um gráfico muito importante em Economia: a fronteira de possibilidade de produção (figura abaixo) que representa o lugar geométrico dos pontos de produção máxima de café e sapatos, dado um certo montante de recursos disponíveis.

A curva de possibilidade de produção ilustra graficamente como a escassez de factores de produção criam um limite para a capacidade produtiva de uma empresa, país ou sociedade. Ela representa todas as possibilidades de produção que podem ser atingidas com os recursos e tecnologias existentes. A concavidade da curva indica que, dadas as quantidades dos recursos, se a sociedade quiser aumentar sucessivamente a produção de um bem, maior será a taxa de sacrifício (o custo de oportunidade) associada a tal intenção (isso em termos da produção do outro bem). Os pontos sobre a curva mostram o máximo possível da produção combinada das duas mercadorias como mostram os pontos A, B e C (fig.3). A economia pode produzir no interior da curva, num ponto como D, ter mais café sem sacrificar sapatos, no entanto, isso significaria a não utilização de alguns recursos. Os pontos que se encontram fora da curva das possibilidades de produção, num ponto como E, são inatingíveis devido á falta de recursos para lá chegar. Uma observação a ser feita é supõe-se que a economia esteja em pleno emprego de seus recursos, ou seja quase todos utilizados em capacidade máxima.



8 comentários:

  1. Olá, utilizei parte de seu texto, de ótima qualidade, como parte dos ensinamentos sobre economia política, no portal do operador do direito: civilize-se.webnode.com

    ResponderExcluir
  2. Gostei muito do seu texto e me ajudou bastante em um trabalho. Obrigado.

    ResponderExcluir
  3. ótimo. Me ajudou na minha pesquisa e, principalmente, absorvi o assunto. Valeu!

    ResponderExcluir
  4. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  5. Gostei me ajudou na postagem do Fórum valendo ponto no Sia da Estácio de Sá - RJ.

    ResponderExcluir
  6. Ótima explicação! Me ajudou bastante! Obrigada e parabéns!

    ResponderExcluir
  7. Pela interpretação gráfica, me parece que seu texto está errado quando se trata do ponto D escolhido dentro da área da curva. Você afirma que o ponto D é um ponto possível de a economia estabelecer ao qual ela produz mais café e não sacrifica sapatos. Estabelecendo uma escala numérica no plano cartesiano da pra perceber que na verdade a produz possível no ponto D de café é na verdade um desperdício voluntário de produção e por este, recursos, já que o nível que o D se encontra na representação gráfica é inferior ao que poderíamos ter sem sacrificar a produção de café dada a escassez de recursos e fatores de produção. A curva de possibilidades na verdade é para análise e conhecimento do aumento de produção possível dos produtos dado os recursos existentes. Seria bom botar uma tabela de valores, uma representação numérica para melhor compreensão e um gráfico com escalas específicas à esses números para uma melhor compreensão.

    ResponderExcluir